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Você sabia que existe uma guerra pelo chipset do seu smartphone?

O que será que está acontecendo para grandes marcas de smartphones diminuírem o uso de chips da Qualcomm? A fabricante é conhecida por desenvolver alguns dos chipsets mais avançados do mercado quando se fala em dispositivos móveis, conseguindo suprir a demanda de dezenas de fabricantes com soluções que vão de baixa até altíssima performance. O histórico é positivo, mas porque existe essa lenta debandada de clientes?

Em um mercado onde centenas de milhares de chips precisam ser fabricados rapidamente, é muito mais fácil pensar na terceirização. Samsung, Apple, LG ou Lenovo possuem diversos parceiros, um responsável em construir a tela do aparelho, outro o invólucro, alto falantes, e por aí vai. A empresa não precisa dividir recursos monitorando essas atividades, ficando sob sua responsabilidade só montar a peça (que ela mesmo desenhou). É simples. Mas será que no final das contas, pensando no médio prazo, esse é um bom negócio?

A resposta a essa pergunta não é definitiva. A Samsung, por exemplo, é uma grande parceira da Qualcomm. Rotineiramente utiliza seus chips para empurrar aparelhos topo de linha como os Galaxy S e Galaxy Note. Mas a mesma Samsung é uma empresa que produz os seus próprios chips, a linha Exynos, e atualmente só não os utiliza quando suas fabricas não conseguem suprir a demanda de aparelhos (sim, existem aparelhos Galaxy S da mesma linha com chipsets diferentes). Fabricando a sua própria tecnologia faz com que a empresa consiga ser mais competitiva e não fique “presa” a um fornecedor (principalmente em uma parte tão fundamental como o chipset).

Sim, desenvolver os seus próprios chips não é algo barato. É caro, mas é importante lembrar que o retorno existe, já que quando uma nova plataforma é criada, ela passa por revisões ao longo dos anos acrescentando novos recursos a um preço muito menor. Basta lembrar como os fabricantes x86 Intel AMD trabalham – não podemos esquecer da Nvidia e suas GPUs.

Além da Samsung, Apple, Huawei (e outras) que desenham os seus próprios chipsets, a Xiaomi é mais uma que está seguindo o mesmo caminho. A vantagem aqui é óbvia: o hardware passa a interagir muito melhor com o software. Estamos falando de desempenho máximo! Como esquecer dos iPhones brigando em desempenho com aparelhos Android mesmo com 1Gb de Ram a menos? Por exemplo: a Huawei com seus processadores Kirin. Eles trabalham de forma que aprendem os hábitos dos usuários com o passar do tempo, otimizando a performance do aparelho.

Claro, uma gigante como a Samsung precisou de tempo para que seus chips tivessem a mesma performance de um Qualcomm de alto desempenho, mas ela conseguiu. Hoje ela colhe os frutos disso, com economia para si e mais performance para os usuários.

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Tags : AppleChipsChipsetQualcommSamsung
Thomaz Maioline

O autor Thomaz Maioline

Leitor de ficção cinetífica, hi-tech afficionado, fã de Seinfeld. Fanático com música, livros e quadrinhos. Caçador de barganhas.