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Espaço | A humanidade coloca seus olhos em Júpiter!

Há quem ainda duvide que estejamos vivendo o maior momento da astronomia na história da humanidade. Conseguimos chegar em Plutão, pousamos em um cometa e agora estamos nos aproximando do maior e mais misterioso astro do nosso sistema solar: Júpiter. Um colosso tão poderoso e massivo que consegue alterar a trajetória de outros astros e engoli-los, e também enviá-los diretamente para o Sol.

A sonda Juno (que na mitologia romana é o nome da esposa do deus Júpiter) chega hoje ao seu destino. Pesando quase 30kg, ela abrirá seus painéis de captação solar (que medem 20 metros no total) e começará a coletar uma série de informações que prometem nos trazer mais conhecimento sobre esse gigante, como sua formação, a existência (ou não) de um núcleo rochoso e o seu mapeamento (sim, se houver um núcleo sólido, saberemos como ele é), além da sua magnetosfera – que se fosse visível, seria a coisa mais chamativa no nosso céu, quase do mesmo tamanho da nossa lua.

A importância de Júpiter vai muito além do que dito acima. Pelo seu tamanho, acredita-se que ele simplesmente organizou a parte interna do nosso sistema solar, consumindo cometas e até planetas na sua formação. Especialistas acreditam que mais da metade da matéria que sobrou depois da formação do nosso sistema solar se encontra nesse gigante gasoso.

Não esperamos ter qualquer notícia sobre vida devido a sua natureza inóspita. Quando chegar, a Juno será bombardeada por altíssimas cargas de radiação, algo entorno de 20 milhões de vezes a radiação que temos na Terra. Caso a sonda consiga entrar na órbita de Júpiter (estamos torcendo, pois ela ainda fará manobras extremamente delicadas), ela iniciará um trabalho de um ano, fazendo diversas voltas entre os polos do planeta. Um ano é o tempo que a NASA espera que a sonda continue “viva”, já que o ambiente eletromagnético extremamente hostil é uma certeza. Após esse trabalho, a Juno será destruída indo de encontro com o núcleo de Júpiter – mesmo destino da sonda Galileu, os nossos primeiros olhos a chegar até lá.

Estamos atentos por mais informações da NASA. Entender Júpiter nos ajudará a entender o funcionamento do universo, os perigos de magnetosferas gigantes, e claro: um pouco sobre a origem do nosso próprio planeta.

Colocamos algumas fotos da Juno e para um melhor entendimento da magnetosfera de Júpiter na galeria abaixo.

Para saber mais sobre Juno, NASA e tudo o mais, fique ligado no Rota42.

Tags : GalileuJunoJúpitermagnetosferaNASAPlutãoSolSonda
Thomaz Maioline

O autor Thomaz Maioline

Leitor de ficção cinetífica, hi-tech afficionado, fã de Seinfeld. Fanático com música, livros e quadrinhos. Caçador de barganhas.