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Os aparelhos de Realidade Virtual estão prontos?

No distante ano de 2011, fiquei sabendo da existência do Sony HMZ T1, um headset que prometia oferecer imagens 3D em alta definição diretamente nos olhos do usuário. Nada de TV ou projetores, falo de um dispositivo para se colocar na cabeça e aumentar a imersão em filmes, séries ou jogos. Esse gadget acabou por ser uma bela surpresa com suas telas OLED, mas o alto preço (800 dólares) não facilitou o HMZ T1 se tornar um produto de sucesso. Claro, faltava certo apelo. Ele era apenas uma tela, nada de headtracking. O termo “realidade virtual” demoraria alguns anos até a primeira versão do Oculus Rift chegar ao Kickstarter.

Realidade Virtual Sony TMZ

Para quem gosta de tecnologia e interfaces visuais, a ideia de realidade virtual ou realidade mista é um grande sonho de consumo (eu incluso!). Dias atrás tive a oportunidade de conhecer não apenas a versão de usuário final do Oculus Rift, como também o HTC Vive e o Samsung Gear VR. Primeiro, é importante deixar claro que estamos falando de aparelhos para diferentes objetivos. O headset da Samsung é interessante, mas como o processamento acontece inteiramente no smartphone, estamos limitados a capacidade gráfica e qualidade de vídeo. Considera um aparelho de entrada no universo da VR. Já o Rift e o Vive funcionam ligados a computadores de alto processamento, garantindo uma experiência e qualidade gráfica muito maiores. Vamos lá:

Samsung Gear VR

Estamos falando de um headset que a empresa coreana desenvolveu em parceria com a Oculus, então, mesmo utilizando o combo com um smartphone, é uma experiência bem interessante. É possível assistir vídeos 360 e aplicativos simples com boa qualidade. O limitador acaba por ser a capacidade gráfica – todo o processamento é feito pelo smartphone. Se você já possui um telefone, vale a pena sim adquirir um Gear VR. Podemos dizer, uma porta de entrada para a realidade virtual. Se o seu interesse é adquirir um Samsung top de linha mais o headset só para experimentar os mundos virtuais, é melhor continuar lendo.

Realidade Virtual Samsung Gear VR

Oculus Rift

Visto por muito tempo como o principal aparelho de realidade virtual, o Oculus Rift é um gadget Hi-End para quem deseja ter uma experiencia avançada em VR. Tive a oportunidade de andar por um apartamento em 3D (feito na Unreal 4) que me deixou bastante impressionado. Pense na sala a sua casa, como você pode ir até o sofá, se abaixar e olhar por debaixo dele. Como pode ir até uma janela e inclinar a cabeça para fora, olhar para os lados e contemplar o horizonte.

Fiquei realmente impressionado. Não apenas as possibilidades são incríveis, mas o conforto do Oculus Rift me agradou MUITO. O aparelho é leve e, excluindo o cabo (ele fica conectado ao PC, lembra?), ele é muito confortável de usar. A imagem possui muita qualidade e não há problemas quando se movimenta a cabeça, deixando a experiência muito natural e realista.

Realidade Virtual Oculus Rift

HTC Vive

O projeto encabeçado pela Valve e fabricado pela HTC é um aparelho incrível. Ele pega todas as capacidades do Oculus Rift e ainda acrescenta a opção do Room Scale. Significa que você pode se movimentar dentro de um ambiente virtual como faria no mundo real, graças a sensores que conseguem ler os seus movimentos. Lá pude utilizar o demo APOEMA VR da TDZ Games, empresa mineira de jogos. Pude ver na minha frente vários personagens do folclore brasileiro, tudo turbinado pelo poder (mais uma vez) da Unreal 4.

Se eu gostei do HTC Vive? Sim, gostei. O headtracking é excelente e a qualidade de imagem é muito boa, sendo alguns níveis acima do que o encontrado em dispositivos de realidade virtual como os Androids VR. Porém, mesmo com toda essa qualidade, a tecnologia ainda precisa de melhorias.

Realidade Virtual HTC Vive

O que eu achei dos aparelhos?

Oculus Rift e HTC Vive são produtos incríveis quando lembramos que são as primeiras versões para consumidores de aparelhos de realidade virtual. Quando olhamos em volta do ambiente 3D, tudo aparece de forma muito natural e confortável. Porém, ainda senti que estamos olhando para algo próximo ao de uma janela. Uma janela grande. A resolução da tela ainda é baixa para algo que está há uma polegada da nossa retina, os mais atentos conseguem perceber os pixels na tela. Além disso, o ângulo de visão é baixo. Existe um espaço preto na lateral do seu campo de visão, algo que atrapalha na imersão total.

Penso que nas próximas versões esses aparelhos poderão contar com resoluções maiores (talvez 4K), além de ângulos de visão maiores. Apesar da necessidade de maior poder de processamento pelo número maior de pixels, a imersão vai aumentar de forma muito expressiva.

Se você deseja adquirir um headset de VR, eu aconselharia esperar um pouco. Os aparelhos ainda são caros e a tecnologia é nova. Além do mais, os pontos que levantei me incomodaram um pouco. Agora, caso os pequenos problemas mostrados aqui não te atrapalhem, vá em frente. Oculus Rift ou HTC Vive conseguem entregar experiências incríveis nesses primeiros anos da realidade virtual.

Em todo caso, há sempre a opção do cardboard VR. Isso mesmo, um headset feito te papelão. Google it! 😉

Para mais informações, fique ligado no Rota42.

Tags : HTC ViveOculus RiftRealidade VirtualSamsung Gear VR
Thomaz Maioline

O autor Thomaz Maioline

Leitor de ficção cinetífica, hi-tech afficionado, fã de Seinfeld. Fanático com música, livros e quadrinhos. Caçador de barganhas.