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Qual o “real” problema do Voice Chat no Nintendo Switch?

Poucos meses depois do seu lançamento, o Nintendo Switch é um sucesso. Foram mais de 2.7 milhões de cópias vendidas já nos primeiros trinta dias, mostrando toda a força da Nintendo dentro do seu negócio: videogames. Porém, mesmo com um hardware muito interessante, as falhas não deixam de surgir. A Nintendo não possui, nem de longe, uma rede online estruturada como a Playstation Network e a Xbox Live. Para piorar, a forma com que os jogadores devem se comunicar (o já tradicional voice chat) acabou por colocar um Facepalm em boa parte dos jogadores. Vamos entender isso:

Os primeiros jogos lançados para o Switch não necessitavam exatamente de voice chat (ao que parece a Nintendo não quer pessoas se provocando em Mario Kart 8 Deluxe). Mas com o lançamento de Splatoon 2, um jogo de tiro multiplayer time VS time onde o diálogo entre os jogadores é algo fundamental, ela precisou apresentar uma solução. Porém, ao invés de um headset Bluetooth, foi apresentado isso aqui:

Switch Voice chatSim, é assustador. A Nintendo optou por uma solução que envolve o uso de um s-m-a-r-t-p-h-o-n-e para o voice chat. Se não me falha a memória, estamos em 2017. Uma solução dessas é no mínimo estranha (muito estranha). Do outro lado do muro, Sony, Microsoft e terceiros desenvolvem soluções de todos os tipos e preços, utilizando de tecnologias eficientes, baratas e, principalmente, simples. Esse emaranhado de fios que a Nintendo propõe para o Switch é algo antiquado, digno do início da massificação dos jogos online lá nos anos 2000. Mas a pergunta que fica é, POR QUÊ?

Olhando para o Switch de ângulos diferentes e a sua própria natureza de console híbrido, não é difícil perceber que é um problema de design. Vamos comparar o que a Nintendo poderia fazer e o que os concorrentes fazem:

  • Xbox One e Playstation 4 podem ter o headset ligado diretamente no joystick, algo que o Switch poderia fazer apenas no Pro Controller. Infelizmente, ele é um acessório, não poderia ser encarado como uma solução definitiva.
  • Os Joy-Cons do Switch possuem muita tecnologia embutida (bateria, antenas Bluetooth, sensores de movimento e a parte eletrônica do joystick em si). Uma saída para headset poderia não caber em um espaço tão pequeno. Se coubesse, o custo aumentaria, obviamente.
  • A própria natureza do Switch é um complicador. Ser híbrido é o seu grande ponto, utilizar uma função que só é utilizada quando ele está em modo “dock” seria um fator contra.
  • Apesar de utilizar Bluetooth para se comunicar com os joysticks, o Switch não permite que você conecte um fone de ouvido Bluetooth ao aparelho. A opção simplesmente não existe.
  • Quer ligar fones de ouvido no Switch? Só utilizando o modo portátil.

Nitnendo-Switch-HeadsetComplexo, não é? Como dito acima, ocorreu um sério problema de design nas mesas de projeto em Kyoto. Mesmo não sendo um concorrente direto da Sony e da Microsoft, vivemos uma época em que é difícil aceitar soluções complexas como a oferecida em Splatoon 2, principalmente de uma empresa que em toda a sua vida primou para que o usuário tivesse uma experiência eficiente e, principalmente, simples.

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Tags : HeadsetMultiplayerNintendo Switchsmartphone
Thomaz Maioline

O autor Thomaz Maioline

Leitor de ficção cinetífica, hi-tech afficionado, fã de Seinfeld. Fanático com música, livros e quadrinhos. Caçador de barganhas.