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Review | The Witcher 3: Blood and Wine

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Toussaint. Este é o cenário escolhido pela CD Project RED para a expansão Blood and Wine, a última aventura do Bruxo Geralt, fechando o jogo The Witcher 3: Wild Hunt.

Situado ao sul de Teméria, o ducado de Toussaint parece ter saído de um conto de fadas Disney, e praticamente todas as características estão aqui: cavaleiros errantes, donzelas em perigo, gigantes, bruxas e princesas.

Mas as semelhanças param por aí, pois este ainda é um jogo da série The Witcher, conhecida por suas tramas e personagens sempre em tons de cinza e mais próximos da vida real do que um conto de fadas.

A aproximação dessas duas vertentes, quase que opostas, traz grandes benefícios ao jogo e faz valer a frase de efeito da campanha de divulgação que dizia:  “O mundo não precisa de um herói, mas de um profissional. ”. Afinal, mesmo com todos os cavaleiros virtuosos disponíveis na corte da Duquesa Anna Henrietta, apenas um exterminador profissional de monstros pode resolver os misteriosos assassinatos que vem acontecendo na sua corte.

A ambientação:

Toussaint é linda. Campos verdes, flores e vinhedos tomam a paisagem que é complementada pelo imponente castelo de Beauclair. Uma notável mudança de tom diante do cenário totalmente assolado pela guerra que é predominante na campanha principal do jogo e na expansão anterior.

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Toussaint! Terra de amores e vinho!

Porém nem tudo são flores em Blood and Wine. A última expansão da brilhante série The Witcher peca por trazer pouquíssimos personagens cativantes. Talvez por conta da ambientação, nenhum dos personagens da nova história tem a mesma profundidade ou despertam tanta curiosidade como os da última expansão, Hearts of Stone. Ficando a exceção o seu amigo nesta história, o vampiro Regis, de longe o melhor personagem de toda a expansão.

E nem mesmo a adição da misteriosa Orianna, personagem do fantástico trailer de lançamento do jogo, consegue salvar este aspecto.

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Regis, não é nenhum Dandelion, mas…

Mas confesso que, em questão de pontos negativos, este é o único problema existente nesta última aventura do universo de the witcher.

Blood and Wine é a despedida de Geralt, o último contrato antes de pendurar as espadas e curtir uma boa e merecida aposentadoria.

Um novo jogo:

Não tem como não bater palmas para a CD Project RED, em uma época em que jogos são lançados cada vez mais incompletos –  sim, estou olhando para você Capcom –, esta empresa polonesa segue contra a maré e entrega uma expansão de mais ou menos 30 horas de duração.

Para se ter uma ideia, o último jogo da série tinha em torno de 20h de duração.

A expansão é em si própria um jogo completo. Tendo seu mapa um pouco maior que a região das ilhas de Skellige, Toussaint é recheada de pontos de interesse para se explorar, e mesmo os poucos contratos disponíveis como side quests conseguem entregar historias mais marcantes até mesmo que a trama principal.

Blood and Wine também é estonteante no quesito gráfico, a mudança de tom proporcionada pelo tema da aventura permite a engine gráfica da CD Project RED brilhar ainda mais – se é que isso é possível -, com novos efeitos de texturas na água e adição de alguns efeitos de luz no combate a novos inimigos sobrenaturais presentes na expansão.

Outra mecânica bem legal que foi adicionada junto a expansão foi a modificação de como os mutagens funcionam, já prevendo um excesso de pontos de habilidades em níveis avançados os desenvolvedores criaram uma mecânica onde você combina pontos de talentos e mutagens de alto nível (greater) ganhando novas habilidades e liberando mais espaço para se ativar talentos que por ventura não estejam sendo usados, algo comum anteriormente pois muitas vezes para se conseguir os últimos níveis investia-se muitos pontos em talentos que acabariam nunca sendo utilizados.

E por fim, se é para finalizar uma grande história que seja com estilo! A CD Project RED criou mais um nível para as armaduras para jogo, atingindo agora o nível “grand master” e com o visual renovado prometem fazer você gastar uma quantia considerável de tempo, e recursos, para fazer todas elas, ainda mais se você – como eu – cismar de também de fazer todos os upgrades no seu “futuro” lar em Toussaint.

Conclusão

A expansão Blood and Wine ao encerrar a saga do bruxo Geralt causa uma sensação comum somente aos grandes clássicos da indústria como Zelda, Mário, etc. Um mix de dever cumprido e saudade deste mundo fantástico criado pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski.

A CD Project RED entrega uma expansão digna de um dos melhores jogos já feitos, tornando-a obrigatória para fãs da saga.

fim
Acabou….séra?
Tags : Blood and wineCD Project REDpcps4the witcherXBOX ONE
Tony "Gago" Borges

O autor Tony "Gago" Borges

Amante de tecnologia, leitor de quadrinhos, gamer razoável e compulsivo por séries nas horas vagas.