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Review | GLOW (Wrestling Feminino na Netflix)

Não cansamos de repetir por aqui: estamos vivendo a era de ouro das séries de TV. Com obras para todos os gostos, existem os medalhões como Game of Thrones, The Walking Dead, Breaking Bad, etc. obras que conseguem carregar consigo milhões de espectadores a cada episódio. Por outro lado, séries menores (tanto em escopo como orçamento) também conseguem nos trazer boas histórias. Não vão mudar a sua vida, te fazer comprar bonequinhos Funko ou coisas do tipo, mas vão te ocupar enquanto sua série favorita não retorna. Esse é o caso de GLOW.

Produzida pela Netflix, GLOW conta a história do nascimento do Wrestling feminino, esporte/teatro que é conhecido no Brasil como Super Catch. Importante lembrar que o GLOW (Gorgeous Ladies of Wrestling ou Lindas Garotas do Wrestling) foi um projeto real que aconteceu em meados da década de 1980. Dessa forma, a seguimos pelo caminho de contar a história da criação desse show. Claro, do que seria uma série de TV sem os dramas dos personagens?

Glow Meninas

A protagonista é Ruth Wilder (Alison Brie, conhecida por Mad Men e Community), uma atriz que, vê nesse projeto uma chance de colocar todo o seu talento em prática. Dona de uma personalidade peculiar (aquele tipo de pessoa que consegue fazer ótimos comentários nos momentos errados), Ruth acaba por se transformar no coração de GLOW. O processo de criação da sua personagem de Wrestling é um dos grandes momentos da série.

O elenco de apoio merece nota. Como estamos falando de um projeto que envolve altas doses de trabalho físico, é visível que todo mundo está se esforçando – e se divertindo muito no processo. Os gritos de provocação, as falsas caretas de dor, está tudo lá. Um ponto interessante é que as atrizes estão interpretando suas personagens que, por sua vez, estão interpretando outros personagens. Então, características de cada uma são colocadas em evidência, deixando tudo muito divertido. Mas alto lá! GLOW também tem seus momentos de drama. Não são forçados, pelo contrário, são bem certeiros dentro do contexto, mas a própria Ruth ou o diretor do show, Sam Sylvia (Marc Maron) conseguem entregar risadas mesmo nessas situações.

Glow Festa

Como a série já é sucesso de crítica (e certamente de público), só nos resta esperar o ano que vem para o retorno de Zoya the Destroya (nascida na União Soviética, comunista, fã de Stalin, que promete acabar com o estilo de vida americano). GLOW acaba de forma súbita, com toda as adoráveis personagens juntas olhando para frente. Tomara que seja um sinal.

Ficou curioso? Confira o trailer abaixo:

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Tags : Anos 80GLOWNetflixSérie de TV
Thomaz Maioline

O autor Thomaz Maioline

Leitor de ficção cinetífica, hi-tech afficionado, fã de Seinfeld. Fanático com música, livros e quadrinhos. Caçador de barganhas.