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Cinema e TVNetflix

Dicas para quem não sabe o que assistir no Netflix

Em um momento de grande solidariedade (se cuida Madre Tereza), decidi fazer um serviço social para todos nossos leitores do Rota 42. Em rodas de conversa com amigos, sempre surge o assunto Netflix e no meio dessas conversas alguém sempre me pede indicação de algo novo para assistir. Dessa forma, após a centésima vez que isso ocorreu (sim, eu contei desde o primeiro ate o centésimo!), decidi criar um post com indicações de filme ou séries que assisti nos últimos meses – para quem não viu ou talvez queira rever. Lembrando que eles não estão em ordem de qualidade, só em ordem dos que vieram nessa mente do bem.

Fargo

Fargo é um dos primeiros trabalhos dos incríveis irmãos Coen e conta a história de uma policial grávida (Frances McDormand, mereceu o Oscar!) investigando uma série de homicídios. Baseado em fatos reais, esse filme te captura pela sutileza de como as cenas são criadas e representadas por um grande elenco. Em nenhum momento do filme me peguei desacreditado no que está acontencendo, e isso ocorre, pela humanidade com que cada personagem é representado. E digo isso pois uma das características da filmografia dos irmãos Coen é que o improvável vai acontecer. Desta forma, a atuação dos atores é de grande importância para que o que está ocorrendo na tela nunca soe artificial ou mesmo ficcional.  Sem nunca perder o bom humor (negro no caso), Fargo ficou na memória de tanta gente que quase 20 anos depois já temos um seriado com o mesmo nome e ambientado no mesmo universo.

O Homem Duplicado

Esse filme eu assisti a duas semanas atrás e ainda me pego tentando entendê-lo melhor. Extremamente simbólico, O Homem Duplicado é um filme bem diferente do que estamos acostumados. Isso porque ele não mastiga nada para você, na verdade, ao final do filme os sentimentos que ficam são de confusão e estranhamento. Mas não se deixe enganar, para mim, isso é o que faz o filme ser bom do jeito que é. Ele te faz querer voltar até o início, te faz pensar, discutir, e tirar a suas próprias conclusões. Num período cinamatográfico em que sempre temos um personagem que explica toda a trama, O Homem Duplicado se destaca e merece ser visto (pelo menos duas vezes – seguidas!).

After Porn Ends

Inicialmente vamos deixar algo claro: TODO mundo já deve ter visto algum tipo de filme ou video pornô. Mesmo que não propositalmente, ao navegar na internet a pornagrafia irá atrás de você. Então, creio ser correto dizer que a pornografia não é um ambiente estranho a ninguém. Mas e o outro lado da pornografia? O momento no qual os atores e atrizes pornô não estão no set de filmagem? “After the Porn Ends” é um documentário que explora um pouco disso, sob a perspectiva dos atores que decidiram se aposentar dessa vida de sexo em frente as câmeras. É interessante perceber como a indústria da pornografia molda esses atores e como alguns conseguem sair desse meio, descobrindo uma forma diferente de vida. E não se preocupem (ou se preocupem), que nesse documentário tem cenas de sexo e nudes – acharia estranho se não tivesse.

Avengers: Earth Mightiest Heroes

Se você é daquelas pessoas que saiu da sessão de cinema do filme Avengers com uma sensação de que algo não estava certo, essa animação é para você – até porque os que gostam de quadrinhos provavelmente já viram esse desenho. Com uma dinâmica entre os personagem muito melhor que a do filme, Avengers: Earth Mightiest Heroes conta com muito mais liberdade para construir suas tramas, herois e vilões. Isso porque uma série de tv pode ter indefinidos capítulos – no caso desta são 52 episódios. Mas vamos falar um pouco das cenas de ação. Creio que épico seja a melhor palavra para descreve-las. Ver o Hulk, Thor e o Homem de Ferro lutando contra inimigos como Kang e o Império Krull é um prazer que dificilmente vamos ter nas telas de cinema. Avengers: Earth Mightiest Heroes é uma oportunidade única para as pessoas que gostam e querem ver mais esses heróis (obs: a música da abertura vai grudar na sua cabeça para sempre!).

Death Note

Imagine por um instante que você está andando na rua e se depara com um caderno entitulado “caderno da morte”. Você o pega e na contra capa lê-se a seguinte instrução: “o nome da pessoa que for escrito nesse caderno morrerá em 24hs”. O que você faria com ele? Quem você mataria? Pois é exatamente esse o enredo dessa animação japonesa. No caso do Death Note, o protagonista decide criar a sociedade sem crimes e começa a matar todos os criminosos da sua cidade. Diferentemente dos animes tradicionais, a ação fica de lado para dar mais espaço para o debate. E foi exatamente isso que me chamou a atenção nessa animação: as discussões sobre a viabilidade das ações do protagonista e se ele está certo ou errado. E se houver algum leitor ai que já viu a série Dexter, lembre-se que Death Note veio antes, e fico me perguntando, se os idealizadores de Dexter tiveram alguma influência dessa animação (antes de passarem para o próximo, se perguntem como seria um Death Note na mão da sua mãe).

The Killing

Essa série é baseda em outra de origem dinamarquesa que fez muito sucesso por lá, e já nos primeiros capítulos consegui entender o porquê. Com uma atmosfera com paletas de cores frias, ambientes chuvosos e escuros, a fotografia de The Killing consegue exibir através de suas imagens toda a melancolia e problemas vividos pelos seus protaganistas. Por falar nos protagonistas, nesse suspense policial, me agradou bastante a presença de uma personagem feminina forte encabeçando a história – algo que sinto falta nas produçoes americanas. Pensando nisso, considero positivo que em nenhum momento parece que estamos assistindo um seriado aos moldes “americano”(clichê e, porque não, conservador). Portanto, se você quiser assistir algo diferente e que seja mais perto do mundo real, The Killing será uma ótima opção.

Tropas Estrelares

Eu terei a ousadia de falar que Tropas Estrelares é  um dos maiores “guilty pleasure”** da humanidade. Isso porque o filme não parece ter sido concebido para ser um espetáculo técnico, mas como ele é divertido! A sinopse é bem simples: uma espécie alienígena ameaça a Terra e as Tropas Estelares vão lutar pela raça humana. Do mesmo diretor de Robocop e Vingador do Futuro, esse filme contém um humor diferente de outros filmes do gênero. Isso ocorre poque, em certos momentos do longa (vide aqueles cortes televisivos do “Você quer saber mais”), ele parece não estar preocupado em ser algo sério, algo que chega a provocar o riso. Tendendo para um filme B de ficcão científica, Tropas Estrelares é uma diversão para ver e rever até o fim da vida (observação final: todos os protagonistas são argentinos de Buenos Aires e não americanos – inusitado!).

** “Guilty Pleasure” é uma expressão “americana” que significa prazer com culpa, geralmente usado para coisas que adoramos, mas é mal visto de uma certa forma.

Kung Fury

Kung Fury possivelmente foi criado por e para os saudosistas da década de 80. Esse curta de aproximadamente 30 minutos é um passeio por todos os cliches de filme de ação da época. Concebido como uma comédia (e você que conhece a década de 80 vai rir muito), esse curta nao deixa de ser uma homenagem a esse período da humanidade.  Só para se ter uma ideia, o protagonista chamado Kung Fury é um ninja que foi atingido por um raio e picado por uma cobra adquirindo seus super poderes (pronto, já se foram umas cinco referências). Esse curta foi disponibilizado gratuitamente no YouTube no seu lançamento e fez tanto sucesso que a segunda parte já esta a caminho (eba!).

Ta ai, e não se esqueçam de deixar todos seus agradecimentos a minha pessoa na parte dos comentários.

Para mais da minhas incríveis indicações do Netflix, filme e séries de tv, continue ligado no Rota42.

 

Tags : AvengersDeath NoteFargoKung FuryNetflixRota42
Antonio "The Kraken"

O autor Antonio "The Kraken"

Vou me descrever usando o que já escutei de mim mesmo: esquisito. nerd do computador, velho rabugento, Goofy, "se demorasse 20 segundos a mais para nascer, nasceria uma mulher".