close
Cinema e TVReview

Star Trek (Jornada nas Estrelas) 50 anos!

Saudações, vida longa e próspera! Star Trek completou 50 anos!

Tripulação da Enterprise

Há 50 anos, no dia de 8 de setembro, ia ao ar o primeiro episódio de Star Trek (Jornada Nas Estrelas)… E o futuro jamais foi o mesmo. A série criada por Gene Roddenberry segue as aventuras da nave USS Enterprise (NCC 1701) e sua tripulação cuja missão é, nas palavras de seu capitão (uma das citações mais empolgantes da cultura pop mundial):

“O espaço, a fronteira final… Essas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de cinco anos para a exploração de novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve” – James T. Kirk – Star Trek

A série original (1966 a 1969) foi um considerada um fracasso comercial na televisão pela NBC. Sendo cancelada após 79 episódios – o que hoje é considerado por muitos especialistas em TV uma das grandes “péssimas decisões” de cancelamento nos EUA. Contudo, logo após seu cancelamento, a série se tornou um fenômeno – Cultuada e referenciada pela cultura popular, Star Trek atingiu um status gigantesco a partir da década de 70.

O legado de Star Trek é impressionante e não tem como ser negado. É uma dos maiores e mais influentes universos ficcionais da sociedade contemporânea – junto com Star Wars (Guerra nas Estrelas). Star Trek influenciou tanto no campo de ficção científica, interesse pela ciência e no ideal de um mundo unificado – onde a humanidade coexiste sem guerras tribais (diferenças de gênero, tribos, credos e cor) e busca explorar o universo. A mensagem de “um mundo unificado e pacífico, onde o ser humano não possui mais fronteiras territoriais ou lutam entre si pela hegemonia no planeta Terra”, Star Trek sempre teve como foco a ciência, civilidade e igualdade.

“As necessidades de vários, sobrepõem-se às necessidades de poucos… ou de um”. – Sr. Spock

USS Enterprise (NCC-1701)

A nave principal da série original, a Enterprise, não é um veículo bélico, mas sim, de exploração, conhecimento e diplomacia da Federação Estelar – constituída por humanos e outras espécies alienígenas – umas espécie de ONU, mas que funciona. A série foi algo inovador para a década de 60 que foi período conturbado da história do EUA e até do mundo: Guerra do Vietnã, revolução cultural na China (que completa 50 anos neste ano), Maio de 1968 na França, o começo das viagens espaciais e o terror da Guerra Fria, onde no imaginário popular, as bombas H poderiam varrer a vida na Terra – apesar do pouco conhecimento da época sobre processos nucleares, sugiro que façam uma pesquisa mais aprofundada sobre Castelo Bravo e a Tsar Bomba da Russia e verá que realmente os humanos chegaram muito perto de autoextermínio.

Durante esse período confuso entre o velho e novo, o fim e a continuidade, veio Star Trek propondo um “mundo melhor” – mais inteligente e evoluído em uma era ainda tradicional, segregadora e conservadora – com seus ideais de um mundo unificado e voltado para a ciência, voltado para uma humanidade melhor, para vencermos nossas diferenças e crescermos juntos.

O início da série foi difícil, como é de se esperar: desde o roteiro de 1964, a dificuldade em conseguir patrocínio por ser “muito cerebral” segundo a NBC; horário em que passava na TV que não a ajudou; a presença de personagens importantes que não eram “homens – brancos – cristãos” como a TV dos EUA estava acostumada (Chekov e Uhura – um russo e uma mulher negra). Mas a mítica Lucille Ball (da série I Love Lucy) foi um dos pilares que apoiou e sustentou a série – obrigado Lucy, também te amo.

A série original sobreviveu por três anos até que foi cancelada, de baixo de protestos dos fãs, em 1969.

“A série Jornada nas Estrelas está morta, longa vida a Jornada nas Estrelas”! Em 1973, Gene Roddenberry criou a série animada Star Trek: The Animated Serires com 22 episódios (QUE ACONSELHO!). O período entre 68 e 75 mostrou em como Star Trek evoluía cada vez mais em algo gigantesco e que não parava de crescer, com cada vez mais fãs e influencia da mesma em feiras de cultura. Isso fez com que a Paramount (que tentou desfazer da série em 1969) e Roddenberry começassem a produzir um filme – Jornada Nas Estrelas, o Filme (Star Trek: The Motion Picture, 1979).Star Trek The Motion Picture

A partir do primeiro filme (1979), Star Trek só cresceu. Vieram então, mais filmes, livros, jogos, novas séries contando sobre outras naves e estações espaciais – o universo da Federação, Império Klingon, Império Estelar Romulano (e cia) só cresceu e se tornou cada vez mais complexo, com cada vez mais histórias e aventuras. Hoje, a quantidade de informação sobre o universo expandido de Jornada nas Estrelas é tão grande quanto da história da humanidade.

A partir do primeiro filme, foram feitos mais cinco com a tripulação original (Ira de Khan, 1982; A procura por Spock, 1984; A Viagem Para Casa, 1986; A última Fronteira, 1989; e A Terra Desconhecida, 1991).

A partir do fim da década de 80, o universo de Star Trek se expandia para além da história da tripulação série original da nave Enterprise (de quadrinhos, livros ou histórias paralelas, mesmo obscuras) para novas séries na TV e filmes.

Star Trek Gerações

Em 1987, iniciou-se a série Stra Trek: A Nova Geração, que contava a história 100 anos depois da primeira série. A nova tripulação da Enterprise era liderada pelo brilhante, elegante e inteligente Jean Luc Picard e contava com Data, Sr Worf, Riker, Georgi, Troi entre outros. Em 1994, o filme Star Trek Gerações, marcou a passagem de bastão da antiga tripulação – que não viria mais a fazer filmes, salvo a Nimoy em 2009 – para a da série, momento em que a série acabou e a “nova tripulação” passou a assumir o posto da tripulação oficial dos filmes da franquia.

A tripulação da “Nova Geração” fez cinco filmes (Gerações, 1994; Primeiro contato, 1996; Insurreição, 1998; Nemesis, 2002).

De 1993 até 1999 tivemos a série Star Trek Deep Space 9, do incrível comandante Sisko – que era a primeira série sobre uma estação espacial no universo de Jornada nas Estrelas.

Star Trek Voyager

Dois anos após o começo de Deep Space 9, tivemos Jornada nas Estrelas Voyager (1995 – 2001) que contava as aventuras da nave Voyager no Quadrante Delta (um local desconhecido dentro do universo Star Trek e também lar dos terríveis Borgs). A Voyager era comandada pela forte e sábia capitã Janeway.

Star Trek Deep Space 9

No começo do novo milênio houve uma diminuição de produção de séries até a última: Enterprise (2001 a 2005). Ela contava com Scott Bakula e era a história de antes da criação da nave Enterprise. Não a vi, estou me devendo esta.

Star Trek Enterprise (serie)

O hiato de séries e filmes durou até 2009, quando foi feito um “reboot” polêmico para a “franquia”. Munido e sustentado por uma ideia de que uma nave Romulana voltou em uma fenda temporal (no caso via um buraco negro), começou-se a história da primeira tripulação da Enterprise de novo, só que desta vez, diferente. Um universo paralelo. Este filme é StarTrek (2009) de J.J. Abrams.

A nova linha de tempo para Star Trek é engenhosa, mas causa divisão nos fãs da série: muitos não gostam dos rumos que foram tomados ou do excesso de ação física – toda hora alguém está pulando ou tomando tiro de projéteis, lasers ou phasers; já outros aprovam este “universo paralelo” e os novos rumos para série – “sangue novo correndo nas veias”. Este novo formato conta com três filmes: Star Trek (2009), Além da Escuridão (2013) e Sem Fronteiras (2016) – fica o temor de vários fãs da série em ter Justin Lin (Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio, 4, 5, e 6) como diretor; e qual o futuro dos personagens que amamos. Sou um dos que não gostaram da escolha, mas não vi o filme e espero estar errado. E o que vocês acham?

Star Trek nova tripulação

Durante a década de 80 começou-se um duelo criado por alguns fãs e a imprensa entre: Star Wars vs Star Trek…. O que é bem ridículo! São duas coisas completamente diferentes e não se excluem. Ok, mas se é assim, não tenho lado, sou um híbrido: Sou Trekkie e fanático com Star Wars – amo os dois universos. Sim, sou o cara que sabe a data de nascimento do Capitão Kirk e o nome dos planetas de Star Wars, sei quem foi Exar Kun, sou fã de Yoda, Surak e ao mesmo tempo que admiro a pureza selvagem de coração Klingon.

Polêmicas a parte, de 1966 até 2016, tem sido uma grande viagem: novos capitães (e cada um tem o seu preferido); expansão da história, novas séries, novos quadrinhos, filmes e séries feitos pelos fãs, novas espécies, novos filmes; jogos; criação de novas línguas (faladas por milhares de pessoas, como o próprio idioma Klingon); presença massiva na comunidade artística, científica e em conferências de Star Trek, cinema ou quadrinhos; influência no pensamento moderno, como citações filosóficas Humanas, Klingon, Vulcanianas e até mesmo Borgs.

Em Janeiro de 2017 estreará uma nova série: Star Trek Discovery, que contará a história da nave USS Discovery e se passará dez anos antes dos eventos da série original. Criada por Bryan Fuller (criador das séries Pushing Daisies, Dead Like Me e Hannibal) e produzida por Alex Kurtzman (Star Trek, Transformers), a série terá 13 episódios.

Convido a todos a abrirem seus corações e conhecerem esse universo fabuloso que inspirou artistas, cientistas, filósofos e novos pensamentos científicos com sua filosofia: Em abandonarmos nossas diferenças “triviais” como credo, vaidade, tradições segregadoras em prol da visão de viver como uma espécie, como iguais. Em olharmos para as estrelas e focar toda nossa capacidade em crescer e sobrevivermos juntos. Como citado no discurso de posse de John F Kennedy:

(…) Vamos então começar do zero, lembrando, de um lado e de outro, que civilidade não é sinal de fraqueza, e que a sinceridade está sempre sujeita a prova. Que jamais negociemos por medo, mas que nunca tenhamos medo de negociar.

Que ambos os lados explorem quais problemas nos unem, em vez de aprofundar aqueles nos separam….

Que ambos os lados, pela primeira vez, formulem propostas sérias e precisas para a inspeção e o controle de armas e submetam o poder absoluto de destruir outras nações ao controle absoluto de todas as nações.

Que ambos os lados procurem invocar as maravilhas da ciência, e não os seus terrores. Juntos, havemos de explorar as estrelas, conquistar os desertos, erradicar as doenças, alcançar as profundezas do oceano e incentivar as artes e o comércio.

Que ambos os lados se juntem para ouvir em todos os cantos da Terra o comando de Isaías: “removei os pesados fardos… (e) deixai os oprimidos ser livres”.

E se a vanguarda da cooperação puder recuar a selva da desconfiança, que os dois lados se unam para criar um novo empenho; não um novo equilíbrio de poder, mas um novo mundo de direito, onde os fortes sejam justos, os fracos, seguros, e a paz seja preservada (…) – John F. Kennedy – discurso de posse.

A clássica!

Para mais notícias sobre universo, cerveja Romulana, cinema e ciências, fique ligado no Rota42 e em nossas páginas de Facebook e Twitter.

Tags : EnterpriseJornada nas EstrelasJornada nas Estrelas 50 anosStar TrekStar Wars
Mark "Yo"

O autor Mark "Yo"

Um servo das trevas... WOLOLO!!! Um servo da luz! Banido do império Shi'ar e Liga da Justiça Antártida por incompetência. Finge que gosta de HQs, música, cinema, séries, jogos, ciência, mas minha vida se limita a difundir o extreme ironing!