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Cinema e TVReview

WestWorld | Como foram os dois primeiros episódios?

No dia 02 de outubro ficamos conhecendo WestWorld, nova série de ficção cientifica da HBO que veio com o difícil papel de substituir o sucesso Game of Thrones que já caminha para sua fase final.

Com uma produção na casa dos U$ 100 milhões de dólares a série bateu o recorde de melhor estreia da emissora, mas afinal do que se trata WestWorld?

O novo “velho oeste”

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Bom, se você ainda não sabe do que se trata WestWorld aqui vai uma breve explicação: é como se alguém colocasse Blade Runner dentro de um dos clássicos do Sergio Leone.

Ainda não entendeu? Então vamos a mais alguns detalhes.

Criada e escrita por Jonathan Nolan (Amnésia, Interstellar) e Lisa Joy (Um toque de vida), a série é uma adaptação do filme homônimo de 1973 sobre um parque temático onde os clientes(os visitantes) são encorajados a viver qualquer experiência que desejar, tendo como ambientação o velho oeste e robôs(os hosts) como integrantes do parque.

Ep 01 – A “desumanidade” de WestWorld

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Evan Rachel Wood como a androide Dolores

O primeiro episódio da série mostra os pontos principais da trama. Presos nos loops de suas narrativas, os androides ficam à mercê dos visitantes que podem interagir com as mesmas como bem entenderem.

Em um lugar onde tudo é permitido, é comum ver na série os visitantes se sentido livres para se entregarem aos mais perversos instintos, sem a preocupação moral que normalmente acompanha tais atitudes pois estão lidando com maquinas e não pessoas reais.

Porém, algo começa a mudar no parque após um update que permite os androides executarem gestos baseados em memórias, alguns deles começam a agir de maneira estranha, fugindo do script ao qual foram programados.

Dirigido pelo próprio Jonathan Nolan o primeiro episódio apresenta problemas de ritmo, porém o texto intrigante e a performance do elenco que conta com Rodrigo Santoro no papel do androide fora da lei Hector Escaton, garantem uma boa experiência.

Este inclusive é o responsável pelo grande momento do episódio, um roubo ao saloon da cidade ao som instrumental de Paint it Black dos Rolling Stones.

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Hector Escaton(Rodrigo Santoro) com Maeve (Thandie Newton)

Outros destaques são os atores Evan Rachel Wood (O lutador), que faz a androide Dolores, e Louis Herthum (O último exorcismo) que faz Peter Abernathy, o pai da Dolores e primeiro host a apresentar problemas. Seu diálogo com Ford (Anthony Hopkins) é excelente e dá o tom que será a revolta dos androides ao longo da série.

Ep 02 – Shakespeare e cowboys

A frase de Shakespeare é o ponto de partida para uma infecção que começa a se alastrar pelos androides do parque. Dolores por sua vez, já infectada pelo seu pai, infecta a chefe do bordel da cidade, Maeve (Thandie Newton, Missão Impossível 3), após citar a frase “Prazeres violentos, têm fins violentos”.

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Dolores infecta Maeve

A frase é do romance Romeu e Julieta, ela é dita por Laurence ao amigo Romeu, para alerta-lo sobre seu sentimento com relação a Julieta e como ele pode leva-lo ao seu fim caso ele não “vá com calma”.

O contexto da frase dentro da série é extremamente importante, pois ela explica como o abuso, que os visitantes exercem sobre os androides, provocará vingança por parte dos integrantes do parque.

A personagem Maeve é um dos destaques do episódio, podemos ver como a infecção feita pela Dolores a afeta permitindo que ela lembre dos seus papeis passados no parque (vários androides viveram mais de um “papel” durante os anos) enquanto sonha, podendo inclusive quebrar os modos em que foi programada, acordando no meio da “manutenção”.

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Maeve recebendo seu check-up

Aqui abro um “parêntese” para falar sobre a estilização visual do interior da empresa de WestWorld. Tendo a cor cinza e paredes de vidro como itens predominantes do local, os criadores tentam passar a ideia de esterilidade ou “falta de vida” daquele ambiente.

Porém em total contraste a isto está a cor vermelha, a única cor a quebrar esse padrão, como se quisesse mostrar a intenção dos membros da empresa em “criar vida” (já que vermelho é associada ao sangue, que representa a vida), intenção sentida em alguns diálogos entre os personagens Ford e Bernard Lowe (Jeffrey Wright).

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Bernard Lowe (Jeffrey-Wright) e Dr. Robert Ford (Anthony-Hopkins) – Criadores dos Hosts

Também somos introduzidos a dois novos visitantes neste episódio, William (Jimmi Simpson, House of Cards) e seu amigo Logan (Ben Barnes, As Crônicas de Narnia). Estes dois personagens são responsáveis de mostrar um pouco mais do funcionamento do parque e a relação host e visitante, além das armas utilizadas no local.

Aliás, a explicação da recepcionista (que também é uma androide) nos leva a acreditar que a arma encontrada por Dolores não tem a limitação das armas em uso no parque.

A margem desses acontecimentos está o personagem de Ed Harris, um misterioso homem de preto, que diz ser um visitante do parque a 30 anos e está em busca de algo a mais desta vez (o que será esse labirinto que ele procura?).

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Ed Harris como o misterioso “homem de preto”

Com menos problemas de ritmo que o anterior, o segundo episódio cumpre o papel de aguçar a curiosidade do telespectador pelo mundo de WestWorld, com várias questões surgindo no horizonte (será que alguém está sabotando o parque? E qual a natureza dos encontros entre Dolores e Bernard?), a série se apresenta com material suficiente para ocupar os fãs na criação muitas teorias, pelo menos até a próxima temporada de Game of Thrones.

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Tags : Ficção CientíficaGame of ThronesHBOWestworld
Tony "Gago" Borges

O autor Tony "Gago" Borges

Amante de tecnologia, leitor de quadrinhos, gamer razoável e compulsivo por séries nas horas vagas.