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Westworld | Ficção científica como substituto de GoT?

Saudações humanos e 01110011 01100001 01110101 01100100 01100001 11100111 11110101 01100101 01110011 para todos os robôs. Depois de quase dois anos de atraso devido a egos, escolha de elenco, problemas com mais egos (sim, ego duas vezes), estúdio e roteiristas, finalmente a série da HBO, Westworld, será lançada em outubro.

Foi lançado a menos de um mês um trailer que atiçou bastante minha curiosidade. Numa época onde a inteligência artificial ganha mais e mais repercussão como uma realidade em evolução (e futuro praticamente inevitável), teremos mais uma obra sobre a criação e convívio entre humanos e seus simulacros eletrônicos.

Para quem não conhece o filme original de 1973, que no Brasil tem o nome de “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma”, escrita pelo lendário escritor e roteirista Michael Crichton (Jurassic Park, Congo, a Esfera, O Segredo de Andrômeda) sobre um parque temático/resort para adultos, em um futuro muito próximo, criado pela fictícia corporação DELOS onde você terá as férias de sua vida.

Neste parque, o hóspede escolhe entre três mundos: Medieval World (um com tema medieval), Roman World (com tema romano, era antiga) e Westworld (tema velho-oeste). Em cada mundo simulado existe uma sociedade que vive o respectivo período, mas ao invés de ser povoada por humanos, é habitada por robôs. A principal diferença entre nossas eras passadas e o simulacro criado no parque é que toda população, salvo aos hóspedes, são robôs programados para viver como se estivessem naquela sociedade, MAS eles não sabem disso – além de serem programados para não ferir humanos, suas armas tem sensores que travam ao tentar atirar contra algo de “temperatura quente” (como um animal de sangue quente), todo cuidado para evitar que firam seres humanos. O hóspede (que paga uma diária de mil dólares) pode se incluir naquele “mundo” – incluindo todas as aventuras (sórdidas ou não), além dos robôs nunca negam sexo com os hóspedes.

O filme trata com aquele velho problema clássico de qualquer bom paranoico, escritor de ficção científica ou projetistas de inteligência artificial: e se o robô se auto-programar, o que o impede de nós matar?

Para nós hoje, este tema não é nenhuma novidade porque tanto o cinema, jogos, quadrinhos e livros o exploraram extensivamente (ainda o fazem e o farão), mas para 1973, período em que a ficção científica estava começando a deixar de ser “matinê” e “lado B”, este é um dos filmes que colocou “gasolina” na discussão nascente de um futuro em que robôs existiriam e quais usos atribuiríamos a eles (e mais importante é por quanto tempo eles seriam apenas máquinas servis).

Estou curioso para esta nova série porque além de ser uma história que se torna cada vez mais presente, e possível para nós, conta com criação de Johnathan Nolan (Amnésia, O Grande Truque, Interstellar, Pessoa de Interesse), Lisa Joy (Pushing Daisies, Burn Notice) e a produção de J.J. Abrams (o novo Startrek – Jornada nas Estrelas, o novo Star Wars, a série Lost).
Contando com “elenco estelar”, incluindo Anthony Hopkins (o Silêncio dos Inocentes, O Homem Elefante, Thor), Ed Harris (Apolo 11, O Segredo do Abismo, Uma Mente Brilhante), Evan Rachel Wood (Across The Universe, Aos Treze), Thandi Newton (Missão Impossível 2, A Procura da Felicidade, 2012), Rodrigo Santoro (300, Bicho de Sete Cabeças), Jeffrey Wright (Syriana, 007 Cassino Royale, Contra o Tempo) e James Marsden (X-Men 1 e 2, Superman: o Retorno, Encantada), a série Westworld tem de tudo para ser um grande “hit”. E quem sabe o novo trunfo da emissora e substituto de Game Of Thrones?

Espero ansioso pelo novo Westworld, que estréia em outubro de 2016 pela HBO.

Imagens:

Para mais informações sobre Westworld e outras séries, fique ligado no Rota42.

Tags : DelosHBOMichael CrichtonWestworldWestworld – Onde Ninguém Tem Alma
Mark "Yo"

O autor Mark "Yo"

Um servo das trevas... WOLOLO!!! Um servo da luz! Banido do império Shi'ar e Liga da Justiça Antártida por incompetência. Finge que gosta de HQs, música, cinema, séries, jogos, ciência, mas minha vida se limita a difundir o extreme ironing!